É atualmente, preocupação mundial em todos os serviços de saúde de qualidade. Assim, torna-se essencial estudar e divulgar diferentes formas de prevenir todo e qualquer dano à saúde, tanto à equipe odontológica quanto aos pacientes.
Dessa forma, podemos dizer que Biossegurança é o conjunto de medidas que visa o controle de infecção na clínica odontológica. Tem como princípios básicos a prevenção de transmissão de doenças – "infecção cruzada" e proteção da equipe odontológica e pacientes. Dentre as doenças de fácil transmissão no consultório odontológico está a Hepatite B, Hepatite C, Tuberculose e vírus HIV.
Em nossa clínica, contamos com tecnologia de ponta, métodos e equipe treinada que realiza sistematicamente todos os procedimentos de Biossegurança com qualidade de Primeiro Mundo, utilizando produtos com certificado ISO 9002. Para tanto, contamos com uma consultoria especializada que estruturou toda a clínica desde equipamentos, normas internacionais de controle de infecção, material específico até treinamento da equipe auxiliar com reciclagem e atualização periódica da mesma.
De acordo com as normas internacionais de controle de infecção, os procedimentos de Biossegurança devem começar na boca do paciente. A cada consulta, antes de qualquer procedimento clínico, o paciente faz bochecho de solução antisséptica a base de Clorexidina a 0,12%. Assim, conseguimos diminuir 98% de microorganismos que entrariam em contato com a equipe e material odontológico.
Todo instrumental é esterilizado e lacrado em papel especial, sendo aberto somente na presença do paciente. Filmes radiográficos também são protegidos por barreiras físicas, evitando assim ao máximo o risco de contaminação através da saliva.
Todo equipamento é protegido por barreiras de segurança especiais que são sistematicamente trocadas a cada paciente. Essas barreiras recobrem quase tudo na sala de atendimento, desde a cadeira do paciente até a maçaneta da porta.
As barreiras estão em toda parte, em todos os equipamentos e materiais que o cirurgião dentista e auxiliares tocam como canetas de alta e baixa rotação, aparelhos de Anestesia, Laser, Fotopolimerizador de resina e até teclado e mouse do computador da sala.
OBS: A idéia geral é sempre diminuir ao máximo a possibilidade de uma infecção cruzada, transmissão de doenças de um paciente para o outro e equipe odontológica que pode ocorrer através de equipamentos e instrumentais contaminados.
Durante o atendimento clínico, são tomadas todas as medidas de proteção ao paciente e equipe, sempre seguindo rigorosas normas de Biossegurança. A equipe está sempre protegida com luva, gorro, máscara, avental e óculos de proteção, que também são trocados a cada paciente. Esse também utiliza no momento do atendimento, avental descartável e óculos de proteção.
Nossa clínica conta com uma Central de Esterilização onde são efetuados todos os procedimentos de descontaminação, lavagem, secagem, lubrificação, acondicionamento, esterilização e armazenamento dos instrumentais e materiais não descartáveis. É feito também periodicamente o controle de qualidade da esterilização para assegurar sempre a proteção de todos, equipe e paciente.
IMPORTANTE: Recentemente a Revista da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas) deu um enfoque muito especial ao assunto. Relatou um extenso trabalho de pesquisa feito a respeito do conhecimento e utilização da Biossegurança na Odontologia.
Os resultados e conclusões foram preocupantes:
1. "Uma grande parcela dos Cirurgiões Dentistas entrevistados desconhece a abrangência das medidas de controle dos riscos biológicos."
2. "As medidas de Biossegurança não são rotineiramente aplicadas por um nº expressivo dos profissionais entrevistados."
Conclusão preocupante, pois uma grande parcela da população está em constante risco de contaminação de doenças graves como Hepatite B e C, Tuberculose e AIDS.
3. "Um nº expressivo de profissionais adotam, de forma genérica, medidas básicas para o controle de infecção na prática odontológica."
Conclusão também muito preocupante, pois utilizar normas de Biossegurança de maneira não específica coloca paciente e equipe em riscos. Tais medidas funcionam numa cadeia de eventos, onde um depende do outro para ter resultado efetivo. Assim, quando se utiliza algumas medidas sem conhecimento específico do assunto complexo que é a Proteção Biológica, invariavelmente geram-se gastos e tempo de trabalho perdidos além da falsa sensação de segurança e proteção no consultório odontológico.